Empresas e marcas em análise

Videojogo, disse ela: uma análise ao consumo e comunicação de videojogos no feminino

Este projecto, realizado pela aluna Vanessa Vieira Dias, aborda o crescimento do mercado feminino na indústria dos videojogos. Para concretizar essa análise propôs-se a responder às seguintes problemáticas: Como se carateriza a mulher vídeo-jogadora? Como é que as marcas de videojogos comunicam com o público feminino? A resposta a estas questões permitiram atingir dois objetivos, o de delinear o perfil demográfico, psicológico e social das vídeo-jogadoras (onde se inclui o modo como integram os videojogos no seu quotidiano) e o de descrever a forma como é realizada a comunicação nas revistas especializadas em videojogos e nas que possuem um alvo maioritariamente feminino.

Para alcançar estas metas foram utilizadas técnicas essencialmente qualitativas, através de entrevistas a jornalistas de revistas da especialidade, vendedores em lojas de videojogos e jogadoras assíduas; da recolha de depoimentos relativos às motivações em blogues; da análise de conteúdo a anúncios publicitários; e observação participante no evento MyGames Samsung. Enquanto técnica de análise quantitativa, recorreu-se aos inquéritos online, para averiguar o perfil da vídeo-jogadora, nomeadamente a nível das preferências de género, das plataformas mais usadas, e da frequência de utilização.

Num contexto teórico, o projeto estuda e procura clarificar duas temáticas: as motivações, preferências e razões de jogar ou não jogar videojogos, e a posição da figura feminina nas produções e comunicações da indústria. Entre os resultados obtidos foi identificado o computador enquanto plataforma favorito de homens e mulheres, sendo que as consolas da Nintendo são mais utilizadas pelo público feminino. A fuga à realidade, e divertimento são motivações das jogadoras, sendo a falta de tempo, o aborrecimento ou os preços elevados apontados como contrariedades. Géneros como “ação” e “aventura” figuram nas preferências das jogadoras assíduas, enquanto “musical e dança” nas mais esporádicas. As revistas da especialidade visam a sua comunicação num público mais assíduo, enquanto as femininas num público mais casual.

NOTA BIBLIOGRÁFICA: Vanessa Vieira Dias (2012)

“Seminário”

Veja aqui o trabalho.